segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Febre e o dia no hospital

Sábado foi dia de via sacra hospitalar. Desde quinta a Duda andava com um pouco de febre, mas no sábado ela acordou de madrugada pelando com 39. Quando acordamos de manhã, saímos de casa ainda antes do meio-dia. A idéia era ir numa emergência, ver o que ela tinha e passar o resto do dia na casa da vovó Sonia. Chegamos no Divina Providência, mas eles só atendiam a partir de 14 anos. Fomos pra Santa Casa e a emergência estava fechada, atendendo somente casos de risco de vida. Passamos no Hospital de Clínicas, mas os convênios não estavam atendendo. Restou irmos pro São Lucas. Chegamos lá e perto das 15hs já tínhamos sido atendidos pela médica. Colocamos um saquinho coletor para fazer exame de urina. Trocamos o saquinho 5 vezes até que a médica decidiu fazer uma sondagem para que fosse feito o exame. Voltamos duas horas depois, e ela disse que não tinha infecção urinária, se houvesse febre continuar com anti-térmico e caso piorasse, voltar ao hospital. Domingo ela ainda teve um pouco de febre, mas demos remédio e em seguida ela melhorou. Saímos para almoçar na casa do meu tio, aniversário dele, e a Duda brincou o tempo todo. No final da tarde, ela não tinha mais febre, dormiu bem a noite toda e hoje, segunda, acordou perto do meio-dia. Eita vidão...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O dia em que Maria Eduarda nasceu

É assim mesmo que eu me senti quando peguei ela no colo pela primeira vez. Este texto foi publicado na revista Bons Fluídos, em fevereiro de 2009, escrito pelo fotógrafo Rodrigo Patrianova. Eu apenas troquei o nome do título.

O dia em que Aline nasceu

"Paris, 18 de novembro de 2008, pela manhã. Eu e minha esposa, Ci, ansiávamos pelo que aconteceria dentro de algumas horas: a chegada do nosso primeiro filho. Mal entramos no hospital e ela foi encaminhada para fazer os preparativos da cirurgia. Dava quase para morder o coração. Sondas foram colocadas: uma para a mãe e outra para o bebê.
Às 11h30, hora da cesariana, somos informados de que outra mãe, que há várias horas tentava ter seu filho naturalmente, seria submetida a uma cesariana de urgência, ocupando assim nosso lugar na sala de cirurgia. 12h45, a porta do quarto é aberta e uma enfermeira nos informa que é chegado o momento. Sendo uma cesariana, eu não poderia assistir. Beijo a Ci, desejo boa sorte e digo coisas como "que Deus te abençoe, boa hora" e tudo de bom que a gente deseja nesses momentos. Ela, já vestida para a operação, me abraça, me beija e pela última vez, somos dois.
Saio do bloco operatório. Dentro da sala de espera, encontro minha sogra, tão ansiosa e agoniada quanto eu. A troca de palavras é mínima. Agústia, apreensão, unhas roídas até o talo, garganta seca, mãos molhadas, um buraco criado no chão de tanto vai-e-vem. Tudo coopera para criar a sensação de ansiedade, jamais vivida com tanta intensidade. Cinquenta intermináveis minutos se passam e alguém abre a porta da sala onde estávamos. Uma enfermeira olha para mim e pergunta: "Monsieur, êtes vous le père de l'efant?" (O senhor é o pai da criança?). Respondo que sim.
Entro, então, na ala de operações, todo atrapalhado, e visto a roupa necessária. O corredor, que antes tinha 50 m, parece ter 50 km. Na sala, com o coração palpitando, procuro desesperado, quando vejo, em cima de uma mesinha recebendo os últimos (ou os primeiros) cuidados... ela, a coisa mais linda que eu já vi"
Pego, pela primeira vez na vida, minha filha nos braços. Os enfermeiros, educadamente, saem da sala e nos deixam sozinhos. É ela, é tudo, é alucinante, é a conclusão do nosso projeto mais lindo, sangue do meu sangue, é parte de mim, é o maior presente que Deus pode nos dar, é a prova concreta e viva do amor que eu e a Ci temos um pelo outro.
Choro! Olho para ela e choro mais, mais e mais. Um choro de felicidade, de "ufa", de "deu tudo certo", de "que linda!", de "minha filha!", de "obrigado!". Os últimos detalhes da cirurgia terminam. Posso enfim ver a Ci trazendo nossa filha nos braços. Entro na sala de cirurgia: somos três pela primeira vez na vida e, daqui pra frente, pra sempre. Choramos os dois. A felicidade é indescritível! Naquela tarde cinzenta parisiense, precisamente às 13h35, nasceu Aline Felizona Patrianova para mudar maravilhosamente a história de nossa vida."

A diferença é que eu acompanhei o parto e a primeira amamentação.

"Papá, papá, papapá..."

Agora é isso que a Duda passa o dia todo dizendo: "papá". Não, não é comida, é papai mesmo. Nem preciso dizer que fiquei mais bobo do que nunca. A mamãe, vovó e vovô e a vovó Sonia ficam rindo de ver ela repetindo sem parar enquanto perambula pela casa. Esqueci de dizer que eu e a Beta fomos em um jogo do Grêmio, coisa que não fazíamos há muito tempo. E pelo resultado, melhor mesmo é não irmos mais. Fomos eliminados com uma derrota vergonhosa.
Mas voltando a principal personagem deste blog, ela andou rolando a escada na casa da vovó Sonia. Eu estava na frente da casa, trocando o óleo do carro do tio da Beta junto com ele e um outro tio e Beta tinha saído. A Duda estava com a vovó e a tia Ângela andando pela casa. Num segundo de distração, ela saiu pela porta da cozinha e desceu uns 4 degraus. Ninguém viu, apenas ouviram o choro. O mais engraçado de tudo, é que apesar do susto, ela apenas ralou 4 dedinhos e criou um galo no canto da testa. Pelo que me contaram, onde ela parou, deveria ser bem pior. Me entregaram ela chorando, mas logo em seguida ela se acalmou e já estava correndo de novo.
No último sábado, teve a festa de aniversário da mamãe, que entrou para o time dos "enta". A data mesmo foi na sexta, dia 20, mas sábado fizemos uma festa do pijama. A decoração, que ficou por conta da aniversariante, tinha discos de vinil pendurados nas paredes, luzes vermelhas e azuis embalados pelo melhor dos anos 80. A festa foi até as 6 da manhã, mas a aniversariante se entregou mais cedo. Segunda-feira passeamos em Ipanema, aproveitamos o veranico e tiramos o mofo na beira do rio.
A seguir, algumas fotos de momentos da Duda:


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Conjuntivite? Não, só susto.

Comemorado o dia dos pais na praia com meu pai e meu avô, três gerações juntas, nos preparamos para mais uma semana, que passou tranquila. Sexta-feira desconfiávamos que a Duda estava com conjuntivite. Ela estava com uma secreção nos olhos e, após contato com o pediatra, começamos um tratamento. Se realmente era conjuntivite, foi curada sem problemas.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Atualizando de novo

Aconteceu de ontem para hoje. A Duda dormiu a noite inteira (coisa difícil nos últimos tempos) e na cama dela (mais rara ainda). Acordou as 7h em ponto, louca de fome. Fiz a mamadeira e ela tomou todinha, nem a espuma ela deixou. Era só sorrisos, cantando "lerilerilerilerilerilerileri" (uma linguagem que ela mesma inventou para cantar) e querendo ficar no nosso meio. Amanhã tem uma festa junina no meu estágio, que está prometida desde o início de julho, e domingo vamos pra praia ver os meus avós e comemorar o dia dos pais, o segundo da minha carreira.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O blog não está abandonado...

Eu sei, mais de 15 dias sem atualização é inadmissível. E não tem desculpa, é preguiça mesmo. A Duda pegou um resfriado forte, passou umas três noites dormindo mal e não deixando a gente dormir, com o nariz trancado, febre e sem vontade de comer. Levamos ela ao médico, fizemos exames de sangue e nenhuma coisa mais grave foi detectada. Tratamos o resfriado e agora ela já está bem melhor. Anda, corre, canta e dança pela casa, esconde chaves e chinelos além de saber pedir as coisas e dizer "não" com a cabeça quando não quer alguma coisa. Anda pendurada na cadeira da Bibi, pede a benção e só dorme no colo da mamãe. Alguns dentes apareceram, 3 pra ser mais exato, fechando a dentadura com 9 dentes.
No mais é isso, pequenas coisas cotidianas que nos fazem feliz a cada dia.